Por que quando eu me apaixono, quando eu amo eu me entrego por completo a isso ? Não preciso nem saber quem é, de onde é, e o que foi um dia...
Mas é tudo tão contraditório... e aquela insegurança que nasceu comigo? Não sei dizer pra onde ela vai...
Mas então, sei que preciso saber quem é, mas isso é fácil pra mim. E o que interessa de onde é? Com essa "globalização", distância nem era mais pra estar no dicionário.Quanto ao que foi um dia... não, eu não gosto de saber. Sempre tenho medo...
Um dia aprendi com um professor de história que precisamos estudar o passado, pra entender o presente e contruir um futuro melhor... Talvez eu ache, sem querer que devemos tratar tudo dessa forma.
Não, eu não acho. Não quero achar... Pra que saber o que as pessoas foram, ou fizeram um dia... foi passado, não foi? Ou será que só podemos entender o que a pessoa é agora pelo que ela foi ou fez um dia? Ou que o futuro só será bem "construido" se soubermos tudo, desde os seus primórdios.
Não, claro que não.
Tô viajando...
E se alguém quiser saber o que eu fui ? Eu vou gostar? Talvez não.
Não sei...
O que eu fiz no meu passado que poderia me prejudicar hoje ou no futuro?
Espero que nada...
(No passado) Nasci, cresci, aprendi a ler em casa, gostava de desenhos da Disney, não era muito sociável quando criança, na pré adolescência me apaixonei por um "quase sobrinho", com quem perdi o meu "B.V.", na 6ª série umas "amigas" me ensinaram o quanto o ser humano pode ser repugnante, na 8ª beijei pela segunda vez, fui uma adolescente nerd, tímida e meio revoltada, no ensino médio fui para uma escola que eu não queria, beijei pela terceira vez, não gostava de ninguém da minha turma no 1º ano, no 2º amei um menino que me decepcionou como nunca tinha visto nem em filmes, no começo do 3º ano ele continuou me decepcionando, mas perdi a virgindade com ele, o que não foi nem um pouco agradável, até então, fiquei com medo de qualquer coisa que se referia a sexo. No meio do 3º ano minha vida começou a mudar (graças aos Deuses !), me apaixonei por um Menino muito bom, tive experiências incríveis com ele, e hoje (no presente) eu o amo, perdidamente. Não consigo me imaginar sem ele. (No meu futuro) Quero ele pra ser pai dos meus filhos e o homem com quem vou dividir as minhas maiores alegrias, minhas lágrimas, minha cama e até o meu dinheiro.
Não sei, não... será que isso muda alguma coisa, pra alguém, algum dia, em algum lugar do mundo?
"Não sei... só sei que foi assim."
E hoje, eu sei como se sentiu naquela noite dos históricos. E descobri, por muito menos que você.De qualquer forma, tá tudo bem, não é nada, é só eu mesmo.
Agora que entendo o que você escreveu neste texto, me sinto mal, pois não quero ser responsável por nada que possa te afetar negativamente.
ResponderExcluirPorque eu senti o mesmo que você, multiplicado por 100, devido os "agravantes" da situação que você sabe.
Durante muito tempo o que aconteceu naquela noite me machucava, me fazia sentir mal, sem esperança. Me sentia ofendido, desrespeitado, enganado. Nenhuma das suas justificativas foram relevantes para mudar o que eu pensava naquele momento.
Mesmo depois de duas grandes conversas sobre isso,eu procurava motivos, pensava em milhares de hipóteses para tentar entender o porquê daquilo. Não encontrei nada que pudesse explicar, pois estava embasado apenas em minhas experiências de vida, nos meus conceitos, pré-conceitos e ideais. Não pensei nos seus, na sua história. (O seu passado)
Hoje, não posso de dizer que me conformo, estou longe disso, mas já não me afeta tanto como antes. Ignorar talvez seja o mais próximo do que faço e devo fazer, para não dar importância a algo desimportante.
É melhor desistir de tentar entender do que desistir de você.
Quero apenas pensar no nosso presente e principalmente no nosso futuro, que é o que importa agora.