terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Meu Mapa Astral


Ascendente em Touro / Sol em Leão / Lua em Aquário


Elementos


Fogo (entusiasmo) -> Carência (2 pontos) : Aquela centelha responsável em nos fazer vibrar diante da vida é uma coisa que lhe falta. Para que isto possa ser amenizado, você precisa se entusiasmar e comemorar mais as coisas, de modo que encha o seu coração de calor, aquecendo-se interiormente para poder transpirar e contagiar aqueles que estão ao seu lado. Festeje a vida, celebre os bons momentos e inflame as coisas, isto trará mais brilho e alegria para o seu cotidiano.


Terra (praticidade) -> Excesso (4 pontos) : O seu temperamento está cheio de senso da realidade e você possui a coerência e a consistência necessárias para lidar com as coisas do dia-a-dia, principalmente as de ordem prática e material. O excesso de terra em sua personalidade indica uma necessidade de que as coisas estejam seguras e sejam tangíveis para você. Mas é bom tomar cuidado para não se ter uma visão pragmática e muito materialista do mundo. Saiba aproveitar o seu dom de ter os pés bem ficados ao chão para construir e realizar aquilo que tem por objetivo, mas sem ressecar demais os alicerces.


Ar (pensamento) -> Equilíbrio (3 pontos) : Você tem o pique ideal para desenvolver a vitalidade do seu pensamento. Este equilíbrio intelectual é um grande trunfo para que consiga articular suas idéias e aprender aquilo que precisa, sem ser racional demais. Aproveite o potencial procurando estar antenado com o mundo e mantendo sua sede de conhecimento saciada.


Água (emoção) -> Carência (1 ponto ) : É muito importante para a sua vitalidade permitir que os sentimentos fluam em sua vida, sem resistir tanto a eles. A sua dificuldade em lidar com as próprias emoções prendem muitas coisas que possui em seu coração, podendo, por muitas vezes, ressecar o seu cotidiano. Trabalhe em busca de colocar sua emoção para fora, permitindo que ela percorra os caminhos que a sua natureza mais íntima deseja. Não interrompa, apenas deixe...


Ritmos


Impulsivo
Carência - 2 pontos : Se há uma coisa que você precisa é uma boa dose de energia e impulso para começar e arriscar no novo. Não tenha tanto medo de se lançar ao mar e viver uma aventura, ainda que se corra certo risco. Vá mais à frente, ouse, arrisque e não detenha todos os seus barcos por segurança. Pelo menos uma vez em cada semestre se permita agir por impulso, sem medos, com coragem e ousadia.


Fixo
Excesso - 5 pontos : Conservar as coisas é algo que você precisa e sente necessidade de fazer. Sendo assim, você não é daqueles que começa e abandona o barco por falta de persistência, mas, ao contrário disso, sabe dar continuidade e manutenção àquilo que foi iniciado, fixando, enraizando e, sobretudo, amarrando as coisas nas quais está envolvido para que não se soltem nem fiquem flutuando por aí. Seja em sua vida afetiva, nos projetos, trabalho ou nas mínimas coisas do dia-a-dia, você fará de tudo para que as coisas tenham continuidade e sejam conservadas ao máximo.


Mutável
Carência - 3 pontos : Não é natural para você aceitar que algumas coisas precisam de mudança e não funcionam mais como deveriam do jeito que estão. Quando a palavra mudança torna-se urgente em algumas situações, você se depara com uma das suas maiores dificuldades e tende a agir de duas formas: ou descarta o que já fez e começa tudo novamente ou decide permanecer com o antigo, conservando aquilo que precisa ser reavaliado e reciclado. Como exercício, procure prestar mais atenção nestas suas atitudes e tente ser mais maleável. Aprendendo a realizar mudanças, você terá um trunfo a mais nos momentos de dificuldade.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Natal dos meus pais

Natal.
Não era pra ser uma data em que todos comemoram o nascimento do "Cristo" ?
É porque parece que as pessoas estão se esquecendo disso. "Natal? Ah, tenho que comprar peru e o presente das crianças".
Mas por quê ? Por que peru e presentes ?
As pessoas não souberam me responder. Mas que seja, o Natal é delas.
Aposto que o "Cristo" delas está bem furioso por isso, por não saberem nem o que comemoram. Por trocarem ele pelo Papai Noel.

A ceia aqui em casa foi bonita. Contou com a presença da minha vó e da minha tia, claro, além dos meus pais e do meu irmão. Ganhei presentes também, mesmo eles sabendo que nem me ligo nisso.
Fiz um "brigadeirão" que ficou um espetáculo ! Foi o primeiro doce a acabar. Modestia parte, ficou bom mesmo. Mas eu preferi comer a salada de frutas da minha mãe. Estava ótima ! (mmm)
Bem, eu gosto dessa parte do Natal, são tantas variedades de comidas gostosas ! x) Gosto da árvore de natal também :D Eu "viajo" olhando para aquelas luzinhas coloridas piscando.
(Caramba !! Já são meia noite e meia !! oo' E eu nem percebi a hora passar =/)

O dia 25 foi bem curto, mas bem proveitoso. Curti ficar aqui dentro do meu quarto com a minha sobrinha, a Larissa e a Yasmin. São crinças, mas são engraçadas, na verdade nem são tão crianças assim, a mais nova é a "Mimin" que tem 09 anos. A Larissa tem 12 e a minha sobrinha 13. Fiquei tirando foto delas, arrumando elas, contando histórias, ouvindo histórias, falando das coisas, rindo. Foi legal. Me fizeram lembrar quando eu tinha a idade delas e fazíamos tudo isso juntas também, mas eu tinha 13 e elas estavam lá na casa dos 3, 5, 6 anos. Era eu, elas, meu sobrinho, meu irmão e o Matheus. Bons tempos. Tive saudades. Por falar nisso, por um momento estivemos reunidos aqui no meu quarto hoje. O Matheus veio esperar meu irmão tomar banho, e eles entraram no meu quarto do nada tacando um monte de almofadas na gente, e acusando de estarmos vendo "homens pelados" na internet. Crianças --' Mas nós rimos, e mandei eles pra fora do quarto. u.u'

xD

Agora a noite tive umas desavensas com o meu pai, cheguei a chorar. Tive que ir "me esconder" no banheiro. Minhas irmãs queriam falar comigo de qualquer jeito, mas eu fingi que estava tomando banho e só saí depois que elas foram embora. Parece coisa de adolescente né ? Mas não é. Isso é coisa de pai que não sabe o que diz. Que vive se contradizendo. E filha que não gosta de gente desse tipo, seja ela quem for. Mas deixa pra lá, ainda vivo com o dinheiro dele, ainda resido na casa dele. Melhor eu ficar na minha, pelo menos por enquanto.
Tô com fome, mas estão todos lá na cozinha, jogando cartas, rindo, felizes. Não quero interrompe-los. Além do mais já estou de camisola. Como amanhã de manhã. Não vou morrer por causa de (mais) uma madrugada sem comer.
.
Estou meio chateada. Ele mandou mensagens desejando feliz natal e ano novo pra um monte de gente, mas não mandou pra mim. :/ Pensei que não iria me ignorar. Mas... tudo bem. Vou aprender. Um dia, quem sabe, eu me acostumo. Enquanto isso fico fingindo não querer receber uma visita dele uma noite dessas qualquer. Tá, parei :X

Boa noite e "Feliz Natal", pra quem curte. (Mesmo já sendo dia 26 :P)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Magic


You've got magic inside your fingertips

It's leaking out all over my skin- Yeah

Everytime that I get close to you

You're making me weak with the way

You look through those eyes

And all I see is your face

All I need is your touch

Wake me up with your lips

Come at me from up aboveYeah- yeah

I need you

I remember the way that you moved

You're dancing easily through my dreams

It's hitting me harder and harderwith all your smiles

You are crazy gentle in the way you kiss

And all I see is your face

All I need is your touch

Wake me up with your lips

Come at me from up above

Oh- baby I need you to see me the way I see you

Love me wide awake in the middle of my dreams

And all I see is your face

All I need is your touch

Wake me up with your lips

Come at me from up above

And all I see is your face

All I need is your touch

Wake me up with your lips

Come at me from up above





quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O resultado dos históricos

Hoje voltei a partes do passado, um passado virtual que me pertenceu há um tempo.
Coisas que adorei reler, coisas que me deixaram encabuladas como naquele momento dito, coisas que interpretei de maneira diferente, coisas que mexeram, que exigiram mais da minha "capacidade mental", que exigiram mais da minha "capacidade sentimental", que exigiram mais da minha "capacidade espiritual".
Caramba, como eu mudei. Se foi pra melhor ou pra pior eu não sei, isso é bem relativo. Mas sinceramente, ao meu ver foi uma boa mudança. Melhorei em muitos aspectos, coisas que só quem convive mesmo comigo notaria.
Tá, reli nossas conversas. Com muito esforço. Mas hoje acordei serena, neutra, nem abalou muito.
Conclusões ? Não digo conclusões, mas percepções sentimentais e racionais. Estou longe de concluir alguma coisa, pelo menos ainda.
A cada dia mais tenho certeza dos meus sentimentos, mas a cada dia menos estou próxima de algum pensamento concreto. Mas a responsável por isso não sou eu. Ele é quem vive me deixando sem respostas, e das respostas dele eu não corro atrás. Às vezes paro pra pensar se não é isso que ele quer, que eu corra atrás das respostas, que eu pergunte, que eu seja tão inconveniente quanto algumas outras meninas que ele conhece, pois é assim que ele se refere às meninas que perguntam demais. Chatas, inconvenientes. Bem, tempo atrás eu ficava enfurecida quando ele deixava as coisas "no ar", pra eu interpretar, agora já nem me faz tanta diferença, ele conseguiu me convencer que tudo o que eu interpreto está errado, ou apenas cheguei na metade do caminho. Agora, ou eu pergunto exatamente o que quero saber, sem haver outro meio interpretação, ou simplesmente deixo mais um ponto de interrogação.
Assim como nem me atrevo mais a chamá-lo para ir a algum lugar comigo. Se eu contar nos dedos todas as vezes que eu propus nos encontramos fora de uma tela de computador e ter sido em vão, me faltarão dedos porque até os dos pés eu já teria usado. Até mesmo quando terminamos, todas as vezes que eu queria encontrá-lo seria amigavelmente, só rirmos um pouco, tomar um suco de pinha e ele rir da minha dificuldade de montar uma frase coerente com as letras de uma palavra. E no fim, ver a lua nascer e ele me forçar colocar o jaleco pra pegar o ônibus de volta pra casa. Só isso. E se fosse muito, bastava apenas nos encontrarmos na rua, ele indo e eu vindo, eu dar-lhe um beijo na bochecha, ele em minha testa, ele me levar na fila do meu ônibus, ou eu à fila dele , nos desperdirmos e chegarmos em casa. Ou isso também seria muito ? Talvez eu realmente fosse azarenta demais e só sugeria alguma coisa em momentos errados, em momentos que ele realmente não podia, aliás sei que ele é bem ocupado, sabe-se os Deuses lá com o que. :)
No começo de tudo eu disse que eu não precisava saber de muita coisa sobre ele para amá-lo. É, pode parecer idiota demais, mas é verdade. Até hoje não sei quase nada sobre ele. Não sei quem é a família, não sei onde mora certamente, quantos anos realmente tem, em que trabalha, o que faz durante o dia, em que ano ele parou ou se terminou os estudos, se entrou em uma faculdade de Direito dessas por aí. Enfim, percebeu ? Se eu não sei agora, certamente eu também não sabia quando namorávamos. :) Já ele, sabe 90% das coisas sobre mim. Até a minha preciosa pinta embaixo do meu seio direito ele já viu. Ele conheceu a minha casa, conheceu o meu pai, a minha cachorra, o meu quarto, deitou na minha cama, dividi o meu edredon com ele. Contei os meus segredos mais valiosos, desabafei, resmunguei, chorei, contei pra ele a única coisa que eu temia, e olha que a minha vó me ensinou que não devemos contar do que temos medo pra absolutamente ninguém. Conversamos sobre coisas que eu não falava com nenhum ser vivo e nem morto depois que minha vó morreu, que eu enterrei junto com ela. Depois que ele apareceu eu desenterrei porque senti que ele podia me ajudar. Isso é que é Confiança física e espiritual. E não é nenhuma desconfiança momentanea, pelo motivo que for que vai abalar a estrutura dessa Confiança que pus nele, essa Confiança não é uma qualquer. Não é aquela que você deposita no seu namorado e depois que ele te trai com uma menininha por aí você diz pra sua amiga "Eu não confio mais nele". Não, não é assim. Essa Confiança ele só vai perder de mim se ele quiser com o tempo, quando eu ver que ele realmente não a merece.
Antes, quando eu pensava nele 24 horas por dia eu não dizia tudo o que eu pensava, as coisas que eu não gostava, que eu não concordava. Quando chegava a dizer era porque estava me incomodando profundamente. E sabe por que eu não dizia ? Ficava com medo da reação dele. Medo dele dizer que eu estava sendo criança, como ele costumava dizer sempre que eu tentava passar alguma coisa. E ser chamada de criança é uma das coisas que eu mais odeio na vida. Antes eu não gostava, mas agora, relendo, tive que concordar com ele algumas vezes, ALGUMAS vezes. Tinha medo dele terminar comigo, sei lá.
Agora é diferente, eu estou escrevendo isso tudo aqui, não tenho certeza se ele lerá, mas se ler não estou tão preocupada com o que ele vai pensar de mim. Nossa situação não pode piorar mais, né ? Ele está à quilômetros de distância física de mim, e em outro plano creio eu que ele não pode me fazer mal, seria suicídio.
Com a dor a gente aprende muita coisa. Aprendemos a nos levantar sozinhos, nos preparamos para que a dor da próxima vez não cause o mesmo "estrago", nos preparamos pra não repitir o mesmo "erro".
Quando terminamos eu desejava mais que TUDO que voltassemos. Eu pensava que sem ele eu não seria absolutamete nada. Que eu nunca mais amaria ninguém, que eu seria infeliz para o resto da vida. Eu estava sendo egoísta. Pensava apenas no meu lado, esqueci o dele.
O tempo passou e começou a iluminar a minha mente, a verdadeira Elaine renasceu. E se ele não estivesse feliz comigo ? E se ele não me quisesse ? E se ele viu que eu não sou o que ele pensava, que não sou o que ele procurava? Deve ter enxergado que eu não sou perfeita como ele achava que eu fosse. Não vou prender alguém infeliz a mim apenas para nutrir a minha felicidade. A Elaine não é assim. E encontrei novamente o verdadeiro sentido do meu amor por ele, o amor incondicional, o que não importa o que ele esteja fazendo, com quem, onde, ou que ele esteja me dizendo. O quero bem e feliz, apenas isso. De resto, eu fico bem.
E com esse tempo todo que passou, percebi que posso sim gostar de outras pessoas, talvez até amar. Mas que não há como substituí-lo. Ele foi, é e eternamente será o único que fará com que eu me senta completa. O único.
Mas enquanto Ele não quer nada comigo estou tentando seguir em frente, tentando não repetir "os erros" do passado.
Caso eu me apaixone, vou tentar não me satisfazer com apenas um"Eu te amo" vindo do menino e depositando minha Confiança inteira nele. Vou querer pelo menos saber sua idade verdadeira ( a da carteira de identidade verdadeira pelo menos), saber onde ele mora, se tem algum animal de estimação, e se seus pais são vivos. Pelo menos isso. Ah, vou querer saber também se ele pensa em fazer faculdade de alguma coisa ou se pelo menos estuda. Eu não ligaria de me casar com um cara que não quisesse nada da vida e virassemos dois mochileiros doidões por aí, seria até divertido, é bem a minha cara isso, mas é melhor eu estar preparada né ? ;) Ah, e que caso eu venha a namorá-lo que não seja virtualmente ! xD Que pelo menos troquemos mais palavras assim, ouvindo a voz um do outro (nem que seja por telefone) do que ter mais de 50 MB de históricos de MSN só com conversas nossas. :D
Hum...mas confesso que ainda sonho em um dia estarmos juntos novamente, por isso que não tenho procurado muitos "affaer's" por aí. Ou que não fiquemos juntos assim, como namorados ou coisa do tipo, mas que possamos ser amigos e que ele aceite me fazer companhia nas minhas viagens mais doidas, é pra isso que quero ganhar dinheiro, pra viajar. Conhecer os lugares mais lindos e mais feios do mundo. Novos povos, novas culturas. Isso me deixa tão feliz, e se ele estiver comigo eu ficaria mais feliz ainda. Seria divertido e bem proveitoso. :P
Mas se ele não quiser também não tem importância. Que ele case com uma bonitona, tenha belos e incríveis filhos, vá para a casa de praia nos finais de semana, tenha uma enorme biblioteca e um computador de última geração, e me envie alguns e-mails de vez enquando contando como ele está feliz, como as crianças estão crescendo bem e que... ele ama a mulher dele a cada dia mais. E eu vou ficar legal. Só espero que ele não me mande e-mails contando como as gerações do Henrique Lage estão mudando, que as "crianças" estão mais fanáticas por RPG, jogos online, animes, e que ele está completamente apaixonado por uma menina do primeiro ano. Não, os Deuses, nem ele, permitirá isso. Que ele encontre uma futura advogada gostosona na faculdade pelo menos né ? :o)
Nossa, estou imaginando um monte de futuros pra ele sem nem ao menos saber o que ele pensa. Se bem que ele já me disse que não pensa no futuro. Não gosto disso, parece até que não tem objetivos, sei lá, estranho. Eu penso no meu futuro, e vou ficar muito triste se eu não conseguir pelo menos conhecer no mínimo duas cidade de cada continente.
Ele disse que quando voltasse das viagens ele tomaria uma posição, conversaríamos. Eu vou esperar e nãovou lembrar. Quando ele começar vou deixar apenas ele falar. já falei demais em todos esses tempos. E que ele seja bem claro. Dependendo da sua decisão, vou seguir meu caminho e não vou olhar pra trás esperando ele aparecer. Vou levantar a bandeirinha branca. Desistirei.
Caralho, isso daqui fico longo pra porra ! oo'
Ninguém nunca vai parar pra ler isso --' Como se alguém lesse alguma coisa aqui também, né?
Enfim, beijos pra eu que reli isso tudo e cheguei até o final. Sou vencedora :P
:*

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Bolo na garganta

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH !!!


Que vontade de gritar !

Mas não posso, não a essa hora da noite. Eu acordaria até as lagartas no casulo.

Deuses, por que essa vida é tão complicada? Mas sabe o que é pior ? Eu é que complico.

Bem que eu li nas cartas que essa semana seria "tensa", literalmente. Que eu teria situações delicadas no quesito "família". ><'

Como minha mãe foi descobrir ? Diga-me óh minha Deusa ! Ela está à quilômetros de distância de mim. Nem o pessoal daqui tem certeza... E pra quê ela abriu a boca pro meu pai ?!?!? :O~

Se ele me proibir de ir na casa da minha irmã por causa disso eu ... fujo de casa. u.u'

Nossa, estou agindo feito uma menina de 13 anos.

Não, isso não né ?! Já basta esses meninos com quem me relaciono me chamando de criança, se eu me chamar também vai ser o cúmulo da infantilidade. u.u'

Está bem, concentrei-me. Uff... inspira, expira, inspira, expira.

Bem, pois é, a minha mãe descobriu que eu dei "uns beijinhos" no filho da ex enteada dela. Nossa, eu já estava vendo ela sair pelo telefone e enfiar as mãos no meu pescoço. E o menino estava branco no sofá, quando descobriu que minha mãe estava falando disso. Eu tentei desmentir, mas parecia que eu cheirava mentira até do outro lado da linha, e parecia que ela sabia que ele estava ao meu lado naquele momento.

Como eu senti raiva do mundo naquele instante. Minha vontade era de quebrar tudo que estava a minha volta, mas eu apenas chorei. Ele me abraçou forte e permitiu que eu apertasse as unhas em suas costas, pra ver se eu me acalmava.

Fui no banheiro, lavei o rosto e molhei a nuca. Minha face ainda pegava fogo de raiva.

Como eles podiam ser tão ignorantes ? O que temos a ver com a briga delas ?!

Quando eu me acalmei, sentei no chão e ele a minha frente beijou-me a testa. Olhei além dos seus olhos, e lá dentro, no fundo, escondida, vi a tristeza. O abracei e disse que não importa o quanto elas nos afastem, que seremos sempre amigos, que estaremos sempre juntos, como aquelas crianças que brincavam de jardineiros com as plantas do avô dele, que apostavam quem conseguia chegar no topo daquela velha árvore primeiro.

Provamos uma vez que apesar do tempo a amizade e o carinho continuou, e a cumplicidade também. E que se for preciso, provaremos novamente.

Nessa mesma manhã ele me contou sobre as meninas que ele ficou na festa que foi na sexta-feira. Eu contei sobre o menino que fiquei no sábado na balada que fui com uns amigos. Que não me senti à vontade naquele lugar, mas que aproveitei mesmo assim. Ele continua dizendo que estou tentando fugir de mim, fugir da minha dor, tapar o sol com a peneira, que tudo que tenho feito é superficial. Discutimos mais uma vez, mas foi questão de minutos, logo depois ele veio com aquele abraço forte e protetor. Deuses ! Me fez arrepiar e voltei a chorar. Ele apertou meu nariz, enxugou as minhas lágrimas e me deu um tapa na bunda U.U' Parei de chorar imediatamente e dei um empurrão nele. Voltamos a rir, a ser as crianças de 10 anos atrás.

Fomos ver Cartoon na TV a cabo, abraçados, comendo pão com manteiga e Ovomaltine. Esqueci que tinha um mundo me esperando do lado de fora daquela sala, e uma linha telefônica bem alí, do lado da gente. --'

Era o meu pai, ele perguntou o que eu estava fazendo alí na casa da minha irmã ainda, e que quando chegasse iríamos ter uma conversa ! CARA, por que eles não param de me amolar ?? Eu já tenho 17 anos !! Já chego em casa no dia seguinte depois de tocar funk a madruga inteira no meu ouvido, já viajo sozinha e posso arrumar um emprego !! ><'

Eu odeio quando eles resolvem lembrar que eu existo. --'

Foi broxante aquela ligação, voltei a frustração de antes. Queria vir para casa.

Ele perguntou se eu queria sua companhia, mas eu disse que não precisava, que era melhor ele ficar lá, pra ninguém ver e sair dizendo por aí que estamos fazendo sexo (sim, porque é só isso que falta falarem. SE já não falam --'). Argh, essa gente me deixa enojada.

Quando me despedi dele, o abracei forte, forte mesmo até doer. "Amo você". Eu quase caí no chão de tanto que minhas pernas tremeram ao ouvir estas palavras, era a primeira vez que ele dizia isso pra mim. Embora eu já soubesse, foi tão mais...emocionante escutar sua voz pronunciando aquelas palavras ao pé do meu ouvido. Bem mais do que simplesmente olhar em seus olhos e enxergar. "Eu também". Ele vai saber interpretar esse amor, tenho certeza.

Meu ursinho, como ele cresceu. Já é quase um homem. Mas ainda lhe falta sabedoria, e isso só o tempo vivido lhe dará. Apesar dessa falta ele tem uma coisa maior que isso, um coração. Um amor pelas coisas que não se pode medir, e isso, isso é o que mais me encanta em uma pessoa. Uma aura clara e relusente, como os raios de sol do inverno. Que os Deuses continuem o abeçoando, e os elementais o iluminado.

Naquela hora tivemos certeza de que era a última vez que nossos lábios se tocavam. E que agora nossos laços de amizade tornaram-se fraternos, pra sempre.

Eu vi, no cantinho dos seus olhos, uma lágrima escondida, quanto a mim, as lágrimas já molhavam a gola da casaco. Fui embora.


Eles venceram.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Imagem






















João e Matheus. (2008 pra 2009)

Invasão que eu permiti.

Vc pediu e eu vim escreve. So ñ sei mto bem o q. Tava escutando aquela música quase agora, vou escrever ela aki. Ela diz td o q eu tento te dizer tds os dias, + vc nem me da bola. =(
Ñ tem importancia ñ, um dia vc vai perceber q ama esse burro aki. Sua mongoloide !!!! =D
Te Amo S2
' Digo q te amo e vc ri de mim
Diz q nessa idade o coração inventa
Pare ñ me trate assim
Ñ sou + tão criança cm vc pensa
Na vida ninguem sabe td, eu ñ sei quase nd e vc tmb ñ
Se acha tão sabida e ñ ve o amor tão lindo te pedindo a mão
Ta td mudada, ta igual td mundo, ñ ouve ninguem, quase me esqueceu
Tome cuidado, se olhar bem no fundo vai ver que + criança do que eu '
Matheus

domingo, 6 de dezembro de 2009

Todo mundo percebeu.

Esse final de semana foi tão... bom.
Foi diferente, superou tudo o que eu imaginava.
Diziam a mim que "amor de infância" é para sempre. Eu nunca acreditei.
De uns tempos pra cá, venho percebendo o meu engano.
Devíamos ter uns 3 anos quando tivemos nossa primeira brincadeira. Sou um ano mais velha que ele, o que o fazia sempre se sentir inferior a mim. Sobrinho das minhas irmãs, estávamos sempre um com o outro, estávamos sempre ajudando o "Tio Lizandro", avô dele e ex-marido da minha mãe, a martelar as madeiras pelo quintal. Brincávamos na areia, brincávamos na lama, na chuva, no chuveiro. Na hora da comida, na hora de dormir, na hora da escola. Quando ele veio morar aqui, nossa, eu fui a criança mais feliz do mundo ! Teríamos muito mais tempo pra brincar. Não seria apenas o final de semana.
O tempo foi passando, as mudanças acontecendo, as idéias se formando, os obstáculos, os atritos... Meu primeiro beijo foi com ele. Foi bom, muito bom. Mas não levei muito a sério, não conseguia enxergar ainda a mágica de um beijo como enxergo hoje. Depois do primeiro veio outros, mas nunca estabelecemos um "vínculo" além da grande amizade que tínhamos. Era uma cumplicidade tão grande. Mentíamos juntos, protegíamos juntos, brigávamos juntos. Nossa, nunca tinha parado pra pensar nisso, nunca comentei isso com ninguém, primeira vez que escrevo alguma coisa sobre. E estou até parecendo aquela crinaça de 10 anos que eu era há sete anos atrás.
Quando crescemos, eu mudei de escola, quase não nos víamos, apesar da minha mãe trabalhar na casa do Tio Lizandro que ficava no mesmo quintal da casa dele e eu ficar o dia inteiro lá com ela, nossos horários não batiam. Quando ele chegava da escola, eu estava indo. E quando eu chegava, o tempo da gente brincar ou conversar era muito pouco, e ele já estava com aquela carga de energia toda do dia. Já estava saturado, e já nem pensava tanto em mim. Quando eu não tinha aula, ou ele não tinha aula, e passávamos o dia inteiro juntos no final do dia ele era diferente dos dias que só nos encontrávamos ao anoitecer.
Mais tempo se passou e lá para os meus 14 anos já quase não nos víamos. Tio Lizandro faleceu, minha mãe não ía mais lá, e a mãe dele e a minha mãe pararam de se falar. Ele e as irmãs pararam de ficar na minha casa, eu e meu irmão não íamos mais na casa dele. Eu achei isso muito triste. Eu gostava de ir lá. Gostava de ajudar as meninas e ele nos deveres de casa, de assistir televisão e comer as besteiras que a mãe dele fazia pra gente, de brincar de "desfiles" com as meninas e ele e meu irmão serem o juri, dos passeios que a mãe dele fazia de carro com a gente. :,( A mãe dele é muuuito legal. E apesar dela e da minha mãe não se falarem de nenhum jeito (por motivos que pra mim, são realmente fúteis, das duas partes) eu gosto muito dela, muito mesmo. Dela, dele, das irmãs, do pai. Pessoas incríveis.
Nossa, me emociono quando lembro da época em que nossas mães se falavam, principalmente da cena em que a mãe dele abraça a minha chorando, tenho ela nitidamente em mente. Não era falsidade, ela viu na minha mãe um ombro amigo, viu sim. Ela sabia que minha mãe podia ajudá-la, que minha mãe podia sim, ser uma mãe pra ela. Hum... não vou mais falar sobre isso, é um assunto complicado e delicado demais. História de outras pessoas, particular. Mas deixo bem claro, que não é porque minha mãe e a ex enteada dela sentem ódio mortal uma pela outra que eu vou acatar isso pra mim também. Jamais vou me meter nessa briga, que começou antes de eu nascer, jamais vou tomar partido de ninguém, mesmo porque não concordo com tudo que minha mãe faz, assim como tem coisas que não consigo entender de jeito nenhum que a mãe dele e as minhas irmãs fazem. Mas enfim, deixa isso pra lá.
Só citei isso porque foi justamente por essa "briga" que eu, ele, as irmãs dele e o meu irmão nos afastamos.O que foi uma pena.
Mas quem disse que depois desses anos nos encontrando apenas sem dizer quase nada um pro outro deixou-nos desconfortável um com o outro ? Passei a virada de ano do ano passado pra esse ano ao lado dele, amigavelmente, foi ali que percebi que além daquelas crianças que trocavam segredos, xigamento, carícias e sorrisos, estavam alí também jovens que já sabiam o que queriam, sabiam que alí não havia apenas amizade e cumplicidade, existia amor, amor sim, de homem para mulher. E o ano passou. E nos vimos raramente. Agora, nos últimos dias, tenho ído muito à casa da minha irmã, e ando conversado muito com ele. E tudo continua como antes, subentendido, escondido. Nos gostamos sim, e eu não sei explicar como isso se dá. Ele tem uma namorada, que ele diz pra mim que gosta muito, mas não consegue ficar tão perto e não olhar-me com aquele olhar, com aquele carinho. De acariciar minha mão levemente com a dele, ou acariciar os meus pés com o dele, involuntariamente, assim como quando eramos crianças.
Tenho gostado de estar com ele, me faz esquecer que existe um mundo aqui fora, que existe uma cicatriz aqui dentro de mim, que nossas mães se odeiam, que ele tem uma namorada. Ele também se esquece desse último item quando estamos rindo juntos.
Nesse final de semana passamos quase todo juntos. E quinta-feira, quando ele me levava em casa ele me beijou, e eu depois de muito lutar contra meu desejo afastei-me. No portão da minha casa quando dei-lhe "tchau" ele encostou os seus lábios levemente nos meus e foi embora.
Na sexta, dormi na casa da irmã, esperando ele chegar da casa da tia, mas quando ele chegou eu já estava dormindo e ele nem me acordou.
Sábado passamos praticamente o dia inteiro juntos, e eu não consegui ser forte o bastante... nos beijamos. Foi tão... bom. Foi como se tivesse sido o primeiro, o nosso primeiro de anos atrás. Depois desse eu fui fraca o bastante para deixar acontecer quase o tempo todo. Foi diferente, eu sempre estou "no comando" quando estamos juntos, porque ele sempre se sentiu assim, inferior a mim, ele prefere me escutar do que falar, prefere ouvir as minhas histórias, só fala besteira porque sempre acha que nunca vai conseguir falar alguma coisa que "barre" a minha "sabedoria", mas ontem não, ele estava confiante, se sentia o "dono da situação" e eu gostei muito disso, me senti acalentada por dele, e não protetora como antes. Ele me agarrava sempre que não tinha ninguém olhando, e essa adrenalina estava me deixando louca, mas era divertido, voltei realmente a minha infância, a diferença é que agora ele não é mais aquele pequeno, de dedos finos. É um homem, com mãos grandes, protetoras e olhos chamuscantes.
Fomos dormir na casa da minha irmã, no carro, meu sobrinho percebeu que estávamos com as mãos entreleçadas, arregalou um olho do tamanho de uma bola de basquete, e eu olhei pra ele com olhar de medo, medo que ele dissesse alguma coisa e que o meu cunhado e a minha irmã que estavam bem ali na nossa frente ouvisse. Mas ele não disse, apenas olhou pras nossas mãos novamente e virou para a janela. Eu, involuntariamente, deitei nos ombros dele, mas logo levantei-me, se meu cunhado olhasse pelo retrovisor e visse, ele iria estranhar.
Hoje, minha irmã veio me perguntar, discretamente se roulou um "affair" entre eu ele ontem, porque estavamos dando muito a entender. E eu, não consegui mentir, disse que sim. Ela simplesmente disse: "Ele é muito mongol pra você." E eu não disse mais nada.
Não estou pensando em muita coisa agora, vou deixar acontecer. Não vou ficar me remoendo por coisas, e nem pensar se é certo ou errado. Vou apenas viver.
Acabou de acabar o jogo do Flamengo, ele deve estar vibrando (é, ele é flamenguista --'), vou indo, zoar e falar mal do time dele :P
Beijos
:*