segunda-feira, 28 de março de 2011

Se sonhos e ansiedade matassem...

Eu já estaria, por inteira, morta... 
 Quando criança eu sonhava, ria e brincava de desejar... Contava e criava histórias pra mim mesma, vez ou outra eu mesma mergulhava por elas como personagem. 
Era eu, uma menininha cheia de sonhos e mais, esperança. Esperança não sei do que, mas havia muito dela dentro de mim. 
O mundo estava inteiro nas minhas mãos... eu descobria e logo criava algo para aquilo, eu escondia e logo me achava em devaneios mais atraentes, eu recortava pessoas de jornais e revistas e criava um personagem pra elas, e depois que a brincadeira acabava eu guardava todo mundo dentro de uma sacola plástica.
Eu quero aquele mundo de volta... Alguém sabe onde ele está? 
Então sabe, pelo menos, quem o roubou de mim?
Sinto saudade... 

Hoje? Risos, não muito mudou. Só que agora eu evoluí com as minhas histórias e os meus sonhos. 
Quero que elas saiam da minha cabeça, dos lápis e dos recortes de jornal, e então ainda trago da infância a esperança, que deve sempre me seguir, e a idade infelizmente me apresentou a ansiedade, que não me larga nem por um pote de sorvete. 

Encontrei aquele menino dos meus sonhos, hoje ele virou o Homem dos meus sonhos, o homem da minha vida. Ele sempre existiu. Viu meninas? Os "príncipes encantados" que vocês procuram existe, desde que vocês nasceram, podem continuar procurando eles, mas é pra procurar mesmo e não esperar ele chegar na sua bicicleta, no seu carro, na sua moto, no seu skate, ou até mesmo no seu cavalo. Hum... Esse sonho eu já escrevi na vida real.
Agora eu sonho uma casa simples, mas com um colorido jardim, sonho conhecer os lugares mais bonitos do mundo, sonho fazer idosos, crianças e doentes sorrir, sonho continuar brincando de criar personagens, sonho educar, sonho uma viagem de lua-de-mel para a Itália, sonho estabilidade profissional, sonho escrever um livro, sonho crianças brincando de fazer bolo de terra do lado de fora, sonho com um mundo verde e azul, sonho que os sonhos nunca acabem.

E se não acontecer, vou pegar o meu menino e vou embora desse mundo, vamos pra onde os sonhos são imortais.


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