terça-feira, 23 de novembro de 2010

Eat Pray Love

  É bem raro eu me enxergar em algum personagem, seja ele de livro ou de filme. Os leio/assisto da forma mais neutra possível, entendo a história, os personagens e no "The And" reflito sobre o que aquilo pode acrescentar na minha vida, ou na vida de outros, ou seja, me caracterizo com o personagem depois.
  Hoje foi diferente. Assisti ao filme Comer, Rezar e Amar e me enxerguei inteiramente naquela personagem, foi como uma sensação de estar me assistindo.  Mas é claro que não fui a única mulher do mundo que assistiu ao filme com a sensação de ter um espelho a sua frente, não uma TV. Comer, rezar e amar são coisas típicas de mulheres, amamos comer, recorremos a Deus quando as lágrimas nos caem das pálpebras e amamos o tempo todo. E essa última caracterítica foi a que mais se manifestou aqui dentro.
  Eu amo, amo com facilidade, aqueles que me causam sorrisos e aqueles que mostram-se sérios. Embora não queira mostrar, nunca, sempre estive procurando aquele que me causará náuseas de nervosismo e viajará o mundo comigo, ou me esperará até eu viajar ele todo. Amo amar, mesmo quando já está machucando.
  A personagem, eu, é uma escritora, viajadora, egoísta, só. Egoísta e só eu já sou. Escritora e viajadora ainda falta um pouco. Conformismo ? Não. Ando meio só mesmo, na verdade acho que sempre fui. Meu egoísmo fecha a minha mente para outras pessoas, logo me vejo só. Não, não sou infeliz por isso, me sinto bem até, é bom termos um lado particular, um lado nosso, que ninguém conheça. O meu mundo sempre se resumiu em escrever, talvez um dia eu escreva um livro. Embora eu esteja no auge dos meus 18 anos, já tenho informação e experiência suficiente pra levar até os olhos de muitas pessoas uma boa história. Viajar? Sempre foi uma das minhas prioridades, às vezes tenho vontade de largar tudo e sair pelo mundo, mas aí se levanta os 18 anos e a realidade de mundo que é super amiga da experiência e me impede de fazê-lo. Mas sou paciente, sei que ainda vou viajar muito por aí, mesmo se ainda não tiver encontrado o moço de gravata e sapatos bem engrachados que me faz sorrir. HAHAHA, a verdade é que eu nem gosto de gravatas, e ternos, e sapatos, e perfumes amadeirados. Mas sei lá né? Vai que acontece. ^^
  Ah, e ela conhece a Itália ! *-* O primeiro lugar que eu sempre quis conhecer na Europa. Não pela culinária, que foi o que ela foi procurar, mas pelos campos, pela arte, pelo romantismo que as cidades trazem e pelo sorvete *-*. Claro, eu não deixaria de comer uma boa macarronada e beber um bom vinho, seria até pecado. 
  A personagem vem com um toque de exoterismo que me emocionou. Estamos todos a procura de Deus. E não importa qual seja o verdadeiro, que imagem tenha ele, o importante é confiar. É prostar-se, pedir ajuda e saber que ela virá, logo, logo.


  Por agora é só. Leiam o livro e assistam o filme, moças. Vocês vão gostar. Fico por aqui a comer, a rezar e a amar. ;*

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