sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mais que aracnofobia.


Eu ODEIO aranhas, ODEIO aranhas, ODEIO aranhas ! :'O

  Deuses, eu posso conviver com qualquer animal, qualquer mesmo, desde baratas à cobras, mas aranhas não !
Nem sei de onde vem esse pavor todo, mas ele está mais vivo do que nunca aqui dentro de mim. E ultimamente elas tem me perseguido... :( 
Anteontem, de tarde, eu lia um livro deitada no sofá quando caí num profundo e longo cochilo e comecei a sonhar com as malditas (sim, eu não as bendigo. ><). Nossa, eram centenas !
Começou com eu e meu primo andando por uma rua estreita, conversando naturalmente sobre alguma coisa de vestibular, senti coisas subindo pelas minhas pernas, como se fossem formigas, quando eu olhei eram aranhas pequenininhas, pretas e manchadinhas com uma espécie de amarelo. Eu entrei em pânico, comecei a chorar e bater com as mãos nas pernas para tirá-las. o_o" Elas não saiam, quanto mais eu batia, mais miniatura de aranhas subiam, mas curiosamente elas não passavam dos meu joelhos, não sei se era porque eu não dava tempo pra isso ou por algum outro misterioso motivo. E era só em mim ! O meu primo estava que nem um boboca olhando pra minha cara e totalmente limpo de aranhas. :'O Corremos, e quando alcançamos a primeira esquina nos deparamos com uma aranha IMENSA, ela devia ter o cumprimento do meu braço (SIM, pra mim uma aranha do tamanho do meu braço é MUITO grande U_U ). Eu nem me lembro direito, mas a aranha era uma espécie de "aranha mutante". Ela devorou um cara na nossa frente ! Eu não conseguia sair do lugar, eu só conseguia gritar ! oo' Até que alguma força poderosa que deve ter saído do meu âmago conseguiu se apropriar das minhas pernas e me fazer correr. Meu primo sumiu e lá estava eu descendo desesperadamente uma trilha que eu nem reconheci, ou nem tempo pra isso tive. Lá em baixo, eu encontrei algumas pessoas vivas e sem saber de nada, ainda. Eu contei o que estava acontecendo lá em cima, no meio, em cima, ou depois, sei lá, daquela floresta, pra variar ninguém acreditou em mim. Alguns homens foram averiguar se o que eu falava era realmente verdade. De lagum jeito eu sabia que eles não voltariam, e eles não voltaram. Todo mundo passou a acreditar em mim. Fomos procurar um mago, um bruxo ou sei lá o que ele era, sei que na minha memória tinha uma cena dele "domando" uma aranha e ela o obedecia. eu nem gostava dele, o achava malvado, porque ele já tinha me assustado com uma aranha uma  vez, porém outra opção não havia.
  Não me lembro o desfeixo do sonho, só que eu acordei suando e com o coração na garganta. Na cozinha eu bebi um copo de água como se eu estivesse acabado de encontrar um oasis no deserto, contei o sonho pra minha mãe e ela, como sempre, disse que eu sou doida.
  Já era quase noite quando ela me pediu pra lavar a calçada do lado da casa. Quando eu estava quase chegando no portãozinho da varanda de trás uma aranha grande, preta, horrorosa subiu correndo na calçada, eu dei um grito tão grande que acho que até o pessoal da rua de trás escutou. Lágrimas de susto rolaram pelas minhas bochechas e minhas mãe veio correndo ver o que era, minha voz não saia, mas ela viu a aranha que estava na minha frente, pegou a vassoura e a matou.
  -- Tá ficando maluca, Elaine ? Medo de uma aranhinha dessas ? Eu hein ! , foi o que ela disse e me deu as costas.
  Não era uma aranhinha e ela sabe disso.


  Eu definitivamente não gosto de aranhas, nunca vou gostar. :'(

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