Ela apenas manteve seu foco.
Sabia dos riscos que corria pois havia gritos por onde passava.
Mas ela só queria mais.
Queria poder voar com o vento, brincar com os pássaros e se banhar em lagos.
Tudo lhe parecera tedioso diante dos dias que se formaram.
Mas para ela havia uma resposta maior para isso tudo, ela não soubera,
talvez jamais saberia explicar, ela simplesmente era.
Não lhe importara ventos contrários, era simplesmente algo a ser desconsiderado.
Ela mantinha seu foco.
Duvidosamente vagueou entre seus próprios dilemas.
Fez e desfez suas próprias armadilhas, seus passatempos.
Ela pediu pela razão mas acabou sendo guiada pelo místico, levando consigo ramos e mais ramos de surrealismo da maneira mais real aos olhos.
Ela mantem o foco.
Por tudo que almejou, como num transe reestruturou sentidos.
Escandalizou o superficial e amou a sua maneira de visar os horizontes.
Pairou em sua pouco secreta busca pelo incompreensível.
Vanessa Araújo
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