quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Sonho

Estávamos andando em uma estrada de terra a um bom tempo, não enxergávamos nada além de mato, árvores e...mato.
Essa estrada era estreita, deveria caber apenas um carro. Nela havia pequenas curvas, quase imperceptíveis.
Caminhávamos de mãos dadas, com os dedos entrelaçados um no outro. Eu não tinha a mínima noção de para onde ele estava me levando, mas eu gostava daquilo. Apesar de estar em um lugar não muito familiar, totalmente isolado do mundo eu me sentia protegida ao lado dele.
Avistei uma casinha branca no fim da estreita e úmida estrada, e tive a certeza de que era pra lá que estávamos indo.
Na frente da casa tinha uma cerca de madeira com um portãozinho que ele cavalheiramente abriu. E no espaço entre a cerca e a porta de entrada da casa havia um lindo jardim. Muitas flores, de várias cores e perfumes.
A pequena casa lembrava muito um chalé.
Dentro era aconchegante e bem aquecido. Fogão de lenha, uma poltrona e um carpete em frente a uma pequena lareira. Não enxerguei aparelhos eletrônicos.
A iluminação era dada por fracas lamparinas e algumas velas em castiçais presos à parede.
Havia uma cama de casal de madeira escura no canto e um criado mudo ao lado e em cima não pude deixar de reparar na pequena fada de gesso.
Ele sorria de maneira suave para mim. Me pegou pela cintura e me beijou.
Um beijo bom, explorador, persuasivo...
O beijo foi se tornando mais intenso, mais forte...quente.
Sentamos levemente na cama, não nos dispersamos do nosso ato, nem de nossos pensamentos.
O beijo cessou, nos olhamos nos olhos profundamente, parecia que um sabia exatamente o que o outro estava pensando e sentindo.
Ele foi me despindo vagamente e beijando cada parte nua do meu corpo. eu estava apenas com uma peça íntima quando comecei a despí-lo.
Nos amamos carinhosamente...
Até que a borboleta azul com contornos pretos apareceu. A borboleta de todos os sonhos. Sobrevoou toda pequena casinha e eu já não enxergava com os meus olhos eu só via o caminho em que a borboleta percorria e no fundo nós dois, nos amando intensamente.
A borboleta foi em direção a "eles" pousou no coração violeta que a fada do criado mudo trazia em uma das mãos e eu despertei, com leves badaladas de algum sino do qual nem faço idéia de onde saiu...
(Fiz questão de escrever esse sonho assim que a "preguiça do despertar" passou, embora eu duvidasse que eu o esqueceria, era bom prevenir, não quero que ele seja esquecido).

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